Tradição do Sagrado | Programação 2017 ( Ficheiro PDF )


Quadragésima é um ciclo de tradições da Quaresma e Semana Santa, durante o qual se realizam também atividades de teatro, de música, de cinema, percursos pedestres, ao mesmo tempo que se celebram rituais litúrgicos. Realiza-se todos os anos no concelho do Fundão durante as sete semanas que precedem a Páscoa. Envolve mais de 10 freguesias que acolhem não só estas iniciativas culturais como realizam também manifestações quaresmais. É um evento organizado pelo Município do Fundão em parceria com a o Arciprestado do Fundão e com o de Alpedrinha, com a Santa Casa da Misericórdia do Fundão, com a de Alpedrinha, Paróquia de Capinha, com os Caminheiros da Gardunha, com o Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas do Fundão, com o Clube de Produtores, com os restaurantes, com Juntas de Freguesia e ainda com inúmeros grupos não formalizados, mas que se reúnem para participarem nas tradições quaresmais. 


23 de Março 

Workshop de Sacabuxa com Helder Rodrigues

Este workshop pretende divulgar o trombone renascentista e barroco dando um enquadramento da sua utilização através da iconografia, modelos estéticos do repertório dos séculos XV a XVII, algumas especificidades do instrumento e sua evolução. Tem também a intenção de proporcionar um contacto directo através de uma apresentação musical e uma parte prática com os alunos.


25 de Março | 21H00

Via Sacra Nocturna

CNE – Agrupamento 120

Serra da Gardunha

26 de Março a 16 de Abril

Rostos da Paixão

(Exposição de fotografias dos Panos da Verónica do Concelho do Fundão)

Alcongosta

 

26 de Março | 9H00

Gardunha Sacra – III Etapa

Caminheiros da Gardunha

Percurso pedestre: Castelo Novo – Penha da Gardunha – Alcongosta.

 

31 de Março a 15 de Abril

CRUCES FIDEI 

TERRITÓRIOS DO SAGRADO

CONCELHO DO FUNDÃO

Capela do Espírito Santo

Inauguração | 18H00

VISITAS GUIADAS

+ INFO: MUSEU ARQUEOLÓGICO MUNICIPAL

TLF. 275 774 581 | TLM. 961 941 287

31 de Março | 21H30

“Acordai se estais dormindo”

Encontro de Cantos Quaresmais do Concelho do Fundão

Igreja Matriz do Fundão

 

1 de Abril |21H30

Tuba Mirum (*)

Obras-primas alemãs para o período da Quaresma, para sopros e vozes.

(Concerto)

Ensemble Les Secrets de Roys

Direção Musical: Adam Woolf

Igreja Matriz de Alpedrinha

 

Tuba Mirum :

O som da ‘trombeta’  ecoa pelos túmulos da terra e convoca a todos para que se apresentem perante o trono para julgamento. (*)

 

(*)

Historicamente, esta trombeta tem sido representada não pela trompete, mas pelo trombone. Desde o século XVI, que a associação deste instrumento com a morte, o mundo dos mortos e as trevas, inspirou compositores como Mozart, Fux, Monteverdi e Heinrich Schütz, a concederem-lhe protagonismo na música relacionada com esta temática. Os instrumentos de sopro usados no programa que apresentamos são cópias daqueles utilizados por compositores de toda a Europa ao longo dos séculos XVI e XVII. Aos trombones, que habitualmente tocavam com cantores em vários contextos, juntam-se as cornetas – um cruzamento entre a flauta-de-bisel e a trompete - consideradas como o instrumento capaz de produzir o som mais similar à voz humana.

 

2 de Abril

ITINERÁRIOS

DO SENTIR III

SOUTO DA CASA

Capela de São Gonçalo

Visitação ao Património Religioso

Cânticos Tradicionais da Quaresma

Conversa Aberta - Testemunhos de Fé

 

7 de Abril | 21H00

Concerto de Páscoa

AMDF – Academia de Musica e Dança do Fundão

Igreja Matriz do Fundão

 

8 de Abril | 21H30

O Mistério do Cristo dos Gascones (*)

Teatro

Cia. Nao d’Amores (Espanha)

Igreja Matriz de Capinha

 

(*)

O mistério do Cristo dos Gascones, uma escultura de Cristo em madeira, com braços articulados, é o único testemunho de uma cerimónia litúrgica que se realizava na Igreja de San Justo, em Segóvia, no século XV. Prosseguindo a sua investigação em torno da relação entre o teatro e os ritos religiosos, a companhia espanhola Nao d’amores propõe uma recriação livre e contemporânea dessa cerimónia. Misterio del Cristo de los Gascones não é uma reconstituição histórica, mas sim uma reinterpretação de uma cerimónia que nos confronta com “perguntas universais, para as quais, mesmo depois de vários séculos, continuamos a não ter respostas”.